
Garotas supertricoteiras: Grace Karen Burns-Krebs, Milene Popovic, Geni, Norimar Simonetti, Gisele Montenegro, Milena Popovic, Teresinha Alcova, Sonia Bidutte, Ana Rosa Accenato, Sandra Jay e Solange Cristine
Algumas internautas paulistas, no entanto, resolveram ultrapassar a barreira virtual. Desde o segundo semestre do ano passado, um grupo de 20 mulheres se reúnem para colocar o tricô em dia. Entre as rodadas de chope e de petiscos, elas fazem casacos, cardigãs e cachecóis. O ponto de encontro não podia ser mais inusitado: o Athenas Café, bar descolado da rua Augusta, região freqüentada por tribos moderninhas em São Paulo.
"Aqui é uma espécie de curso: discutimos novos pontos, sugerimos adaptações de receitas e, claro, fofocamos", brinca Grace Karen Burns-Krebs, especialista em tricô, que neste mês estréia sua coluna no site de Manequim. Para a psicóloga Norimar Simonetti, o encontro é uma espécie de plantão de dúvidas liberal. "Aqui, falamos das novelas e das nossas vidas enquanto palpitamos sobre o tricô da colega", conta.
Terapia
O tricô é visto como uma atividade relax por todas do grupo. "Digo que o tricô é a ioga com as mãos", diz a estilista Sandra Jay. Mas a "terapia" da galera do Montricot é aliada às tendências. "Compramos revistas e visitamos sites para saber novas receitas e novidades do mundo do tricô", diz a advogada Ana Accennato. O revival da técnica, que neste inverno veio com a novidade dos pontos gigantes do designer brasileiro Lucas Nascimento, é o papo do momento entre elas.
A exemplo das paulistas, integrantes do Montricot de outras cidades também começam a organizar eventos, como em Niterói e Porto Alegre.