Paola Oliveira - Sensual na dose certa

A atriz, que interpreta a tenista Letícia, em Ciranda de Pedra, revela o seu gosto na hora de vestir e comenta o figurino sofisticado da sua personagem na novela das seis. Ela também fala sobre a filmagem do primeiro longa-metragem do qual participa ao lado do galã Reynaldo Giancecchini.

Por Amanda Maia | Fotos Felipe Lessa
----- PAGINA 01 -----

Como é o seu jeito de se vestir no dia-a-dia?
As pessoas pensam que eu ando por aí toda glamourosa, mas não é bem assim. Sou superbásica. Neste momento, por exemplo, que estou falando com você no telefone, uso uma legging e camiseta, pois estou a caminho da academia. Acabo passando na padaria desse jeito ou em qualquer outro lugar. Quem 
me vir não vai nem 
me reconhecer.

Mas quando você tem algum evento ou festa, quais são 
suas preferências?

Sou bastante eclética e a minha roupa vai depender do meu estado de espírito. Também procuro saber o estilo da festa ou do evento para não chegar com um traje inadequado. Mas, no geral, um vestido curto com cintura marcada é a minha cara. Coloco um salto alto, uma bijuteria ou jóia e estou pronta.

Tem alguma parte do seu corpo que você gosta mais de valorizar?
Sou um pouco tímida. Prefiro valorizar o corpo sem mostrá-lo demais. Gosto, por exemplo, de um vestido mais justo ou de cintura marcada em vez de um decotão ou um vestido muito curto exibindo as pernas.

Existe algum tipo de roupa que você não veste de jeito nenhum?
Já houve vários. Antes, pegava uma roupa mais ousada e pensava que aquilo não era para mim. Estava sendo assim com a moda da cintura alta. Eu olhava calças e saias lindas, mas não me arriscava usar. Um dia experimentei e amei. É importante abrir os horizontes, não ter medo de vestir uma peça. Muitas vezes você se surpreende. Além disso, com bom senso e equilíbrio, você pode usar tudo. A única coisa que não gosto mesmo é me sentir com o bumbum grande, ressaltado. Evito ao máximo as roupas que me deixam assim.

Você está gostando de se vestir como uma mulher dos anos 1950 para interpretar sua personagem em Ciranda de Pedra?
Estou amando. O figurino da minha personagem é maravilhoso e está repleto de roupas lindas, muito bem feitas e sensuais na medida certa. As mulheres daquela época pareciam mais vaidosas que as de hoje. A gente brinca nos bastidores que elas já acordavam lindas e maquiadas. A Letícia usa muita cintura marcada e roupas coladas, mas tudo com discrição e muita elegância. Tenho me inspirado bastante no jeito dela.

A Letícia é uma mulher a frente de seu tempo, diferente das mocinhas que você costuma interpretar. Isso é um 
desafio para você?

Está sendo um grande aprendizado. Sei que na primeira versão da novela, que passou no começo dos anos 1980, ela foi ainda mais complexa e um pouco polêmica, o que teria deixado o desafio ainda maior para mim. Mas de qualquer forma é muito bacana fazer uma 
menina rebelde.

Na primeira versão, a Letícia era lésbica. Por que no remake esse perfil foi mudado?
Houve várias adaptações na trama atual. Acredito que o fato dela ser lésbica de repente não faria muito sentido nesta história. A Mônica Torres, que interpretou a Letícia na primeira vez que Ciranda de Pedra foi ar e hoje vive a minha mãe, conta que o assunto era tratado com 
muita sutileza.

Assim como a Letícia, você também já foi rebelde em alguma época da vida?
Não posso dizer que tenha feito alguma revolução, mas só o fato de ter optado por uma profissão diferente da que os meus pais sonhavam para mim foi um ato de rebeldia. O meu pai custou a aceitar o meu trabalho. Eu tinha de ser bem didática com ele, explicar passo a passo o que uma atriz fazia e porque se viajava tanto. Aos poucos ele foi entendendo e hoje me apóia em tudo.

Este ano você gravou o seu primeiro longa metragem, Entre Lençóis, que estréia no começo do ano que vem. Como foi 
a experiência?
Foi algo surpreendente que quero poder fazer outras vezes. O filme se passa quase inteiro em um quarto de motel. A minha personagem está em uma despedida de solteiro e lá conhece um homem, interpretado pelo Reynaldo Gianecchini, os dois resolvem passar a noite juntos. No quarto, muitas questões sobre o relacionamento entre homem e mulher são postas em cheque.

O filme parece forte. Você teve alguma dificuldade durante 
as cenas?

É um filme intenso, mas que trata de questões cotidianas, pelas quais qualquer pessoa pode passar. Só para se ter uma idéia, o meu figurino inteiro é basicamente um conjunto de lingerie. Mas o ambiente totalmente profissional me deixou à vontade. O Reynaldo também foi um colega exemplar. Agora só estou ansiosa para ver o resultado e checar se acabou aparecendo mais do que eu gostaria de ter exibido.

Você se considera uma mulher sensual?
Não. Acredito que esteja mais para menininha. Eu apenas acho que consigo encarnar bem vários papéis diferentes. Quando faço ensaios para as capas de revistas, por exemplo, e o fotógrafo me pede um mulherão, visto a personagem na hora. Se me pede uma atitude romântica, também vivo aquilo. Enfim, é um exercício que faz parte da minha profissão.


MAIS SITES FEMININOS DA EDITORA ABRIL:
BOA FORMA | ELLE | ESTILO | CLAUDIA | NOVA
Copyright © 2008 Editora Abril S.A.
Todos os direitos reservados.
All rights reserved.