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Mitos e verdades da higiene íntima

Cuidados com a limpeza íntima previnem infecções, odores e doenças. Confira o que é importante priorizar nesse ritual

Falar da região
íntima já deixou de ser polêmica faz tempo. Mesmo assim, quando se trata da higiene dessa área, sobram informações distorcidas
que, não raro, são passadas de geração em geração. Convidamos a ginecologista Cristina Carneiro, de São Paulo, para desvendar os
mitos e verdades do tema.

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Calça apertada  e tecidos
sintéticos provocam candidíase.
Verdade. Tanto usar uma calça
apertada quanto uma calcinha de tecido sintético impedem que a vagina seja
naturalmente arejada e prejudicam a
ventilação da região íntima, desequilibrando a flora. Logo,
favorecem a proliferação inadequada de microorganismos, especialmente do fungo Candida.

Estresse altera o PH vaginal.
Verdade. Quando uma
pessoa está com estresse negativo, ela libera muito cortisol, substância que
influencia na conversão do glicogênio em ácido lático deixando o ambiente
vaginal muito mais ácido. Essa ação pode aumentar a quantidade do corrimento.

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Cheiro forte é sinal de
infecções.
Depende. A região produz
substâncias, tais como suor, gordura e secreções, que exalam um odor. Mais do
que natural, esse ambiente é fundamental para a saúde íntima da mulher e, por
isso, não deve ser modificado com o uso de desodorante genital na
tentativa de eliminar o cheiro.

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Cheiro forte pode ser sinal
de má higiene.
Mito. O odor  normal é suave, não incomoda a mulher ou
pessoas em volta, além de ser bem característico, não se assemelhando a nenhum
outro cheiro. Já o odor forte pode e que indicar a presença de infecções,
geralmente é similar ao de peixe podre e facilmente notado pela mulher. Ao
notar mudanças no cheiro comum da vagina, é preciso procurar um médico.

É preciso lavar a vagina
internamente e com ducha.
Mito. A limpeza precisa ser
diária, sempre com água corrente e sabonete. É importante passar os dedos
entre os pequenos e grandes lábios para tirar a gordurinha branca produzida
naturalmente. Lavar internamente a vagina com ducha pode desequilibrar o pH e
facilitar infecções.

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Secreção clarinha é normal.
Verdade. Mas só se a secreção for um líquido bem fluído e incolor que tem, no máximo, uma consistência
de clara de ovo, além de  não provocar cheiro
desagradável ou coceira/ardência. Mas se a calcinha apresentar uma secreção
branca, similar à aparência de leite talhado, ou até mesmo amarela e com cheiro
ruim, fique atenta.

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Lenços umedecidos ajudam na
limpeza no dia a dia
Depende. Os lenços umedecidos
são ótimos para se carregar na bolsa e usar em situações de emergência ou momentos em que não se pode ter acesso à
lavagem adequada. O uso de lenços umedecidos, desde que sejam específicos
para a região íntima, pode ser preferível em relação ao papel higiênico, pois o
papel pode se desfazer no momento do uso, deixando resíduos na região.
 Mas sem exagero.

Sabonete íntimo é melhor que
sabonete normal.
Verdade. A grande vantagem do
sabonete íntimo é que ele, por ter um pH entre 4,5 e 5,5, se aproxima mais do pH
natural da pele da vulva e, por ser um detergente fraco, limpa a pele sem
deixá-la desidratada.  Mas ele deve
ser usado no máximo uma vez ao dia e somente na parte de externa, ou seja, na
região dos grandes e pequenos lábios. Nunca se deve lavar a vagina, pois isso
altera a flora natural, facilitando o surgimento de infecções.