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Quem são os figurinistas indicados ao Oscar 2021?

Os cinco concorrem ao prêmio por seus trabalhos em 'A Voz Suprema do Blues', 'Emma', 'Mank', 'Mulan' e 'Pinóquio'

MANEQUIM Publicado terça 20 abril, 2021

Os cinco concorrem ao prêmio por seus trabalhos em 'A Voz Suprema do Blues', 'Emma', 'Mank', 'Mulan' e 'Pinóquio'
'A Voz Suprema do Blues' é um dos grande favoritos a categoria de 'Melhor figurino' - Divulgação

Quem gosta de moda, espera o Oscar por dois grandes motivos: o red carpet e o prêmio de melhor figurino. A cerimônia acontecerá no próximo domingo, 25. O Costume Designers Guild Awards premia os melhores figurinos do ano em três categorias principais, e é um bom termômetro para quem quer ter uma noção de quem pode levar uma estatueta para a casa.

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Na premiação, o figurino contemporâneo vencedor foi Bela Vingança, que não foi indicado na Academia;  em Fantasia, o vencedor foi Mulan; e em figurino de época, a vitória foi para A Voz Suprema do Blues. Assim, os dois últimos ficam como os grandes favoritos para o Oscar.

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Neste ano, cinco figurinistas concorrem à estatueta pelos longas EmmaMank, Pinóquio e os vencedores do CDGA. Mas, quem está por trás dos looks que vemos nos filmes? Conheça um pouco mais de cada um deles:

Ann Roth, por A Voz Suprema do Blue - Favorito

Ann Roth é a preferida para levar a estatueta de melhor figurino por A voz suprema do blues. Aos 89 anos, ela assina o visual glamouroso de Ma Rainey (Viola Davis), uma cantora negra de blues que fez sucesso nos Estados Unidos entre as décadas de 1920 e 1930. O personagem Levee (Chadwick Boseman) também tem destaque na trama e figurinos belíssimos.

"Ela sabia que precisava ter uma aparência melhor do que ninguém e sua ideia do que era melhor tinha uma certa qualidade do showbiz, e não o que as mulheres da classe alta estavam vestindo", contou Ann sobre Ma Rainey ao portal Fashionista. O personagem de Chad tem uma história marcante com um sapato na trama. Ele começa o filme comprando um par de calçados amarelos, pouco comuns à época, e que marcam a sua personalidade.

Ann foi indicada outras quatro vezes ao Oscar por longas como O talentoso Ripley, Um Lugar no Coração​ As Horas mas levou o prêmio em 1997, por O Paciente inglês.

Ann Roth, por A Voz Suprema do Blues

Bina Daigeler, por Mulan - Favorito

Outro forte candidato é a produção da Disney. Assim como em outros anos, Oscar de melhor figurino tem versões live-action de animações. Primeiro, por A Bela e a Fera, em 2018. Agora, em 2021, por Mulan.

Bina Daigeler ficou conhecida por seu trabalho com o diretor Pedro Almodóvar nos filmes Volver e Tudo sobre minha mãe, e assinou o figurino do filme sobre a princesa no período da dinastia Tang, na China. É a primeira indicação ao Oscar da figurinista.

Mesmo sendo alemã, uma das polêmicas do filme, ela contou que buscou se aprofundar na história da China antes de criar os figurinos dos filmes. Ela pontua que, na época em que se passa o filme, cada cor tinha sua "função social". Por exemplo, o amarelo, era reservado ao imperador. Segundo ela, um dos desafios foi criar peças funcionais para as cenas de batalha. 

Bina Daigeler, por Mulan

 

Trish Summerville, por Mank

Outra primeira indicação ao Oscar é a de Trish Summerville. A figurinista já trabalhou em outras grandes produções do cinema, como Jogos Vorazes: Em Chamas, Millenium: os homens que não amavam as mulheres e Garota exemplar. Entretanot, foi o filme de David Fincher que chamou a atenção da Academia. No Emmy de melhor figurino, Trish já concorreu pela série Westworld, da HBO.

Mank bateu o recorde de indicações neste ano, com dez. O maior desafio da figurinista aconteceu porque o longa, que se passa nos anos 1930 e 1940, foi filmado em preto e branco. Sem poder contar com as cores, ela brincou com contrastes entre luz e sombra, além de adicionar muitos acessórios aos figurinos. Para testar como ficaria em cena, Trish usou filtros em preto e branco do Instagram. Seu trabalho em Mank lhe rendeu também uma indicação ao BAFTA.

Trish Summerville, por Mank

Massimo Cantini Parrini, por Pinóquio

Mais uma adaptação em live-action. Massimo Cantini Parrini assinou o figurino de Pinóquio, adaptação em live-action do personagem que ficou conhecido na animação de 1940 da Disney. O filme, que não é uma produção estúdio, foi lançado em 2019, com produção italiana do diretor Matteo Garrone.

O italiano já trabalhou como assistente de figurino em Irmãos Grimm. Segundo ele, buscou inspirações para o figurino de Pinóquio em roupas dos séculos 18 e 19, de seu próprio acervo pessoal. As roupas usadas no filme foram posteriormente expostas no Museu Têxtil de Prato, na Itália.

A indicação da produção foi uma das surpresas do ano. O filme ganhou elogios da crítica por sua direção de arte, maquiagem e hairstyling. 

Massimo Cantini Parrini, por Pinóquio

Alexandra Byrne, por Emma

Alexandra Byrne concorre ao Oscar pelo figurino de Emma, mais um filme de época que ela assinou. A figurinista tem outras cinco indicações, como "Hamlet" (1996), "Elizabeth" (1998) e "Elizabeth: The Golden Age" (2007) - inclusive, foi sua única vitória até agora. A última vez que concorreu foi em 2019, por Duas rainhas.

O longa inspirado na obra homônima de Jane Austen, com Anya Taylor-Joy no papel principal, apresenta um espírito colorido e divertido para as roupas do período da Regência, na Inglaterra. Além de longas históricos, ela trabalhou em filmes da Marvel: ThorGuardiões da Galáxia e Doutor Estranho. Em 2021, ela também foi indicada ao prêmio BAFTA de melhor figurino por Emma.

Alexandra Byrne, por Emma

 

Último acesso: 29 Jul 2021 - 06:24:10 (1044187).